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Basta, chegou a hora!

23/07/2009

 

Não é mais possível só ficar olhando, ouvindo e lendo. A falta de ética pública é assunto diário. Quando o Sr. Pedro Simon disse em 14.07.2009, que a culpa do Senado estar assim, é dos próprios senadores, deveríamos nos perguntar: a culpa também não será nossa? Vimos que o deputado do castelo passou imune pela comissão de ética mesmo depois de não ter provado de onde saiu o dinheiro para a “obra”. Perguntemo-nos: de quem é a culpa? Não precisamos ter a vontade de brigar como muitas vezes nosso sangue latino sugere. 

 

Nós brasileiros somos pacíficos demais ou acomodados mesmo. Não é possível que nesse país continental, passagens aéreas sejam usadas com o maior descaramento por quem deveria ser exemplo de ética. Pior ainda, quando os membros do congresso nacional foram perguntados se achavam isso correto, responderam com a maior “naturalidade”:  isso é comum na casa. Todos os dias sabemos quanto nos custa o pão cacetinho, a passagem de ônibus, o leite, a comida, enfim coisas básicas. Esses produtos e muitos outros tem uma altíssima carga tributária – impostos, taxas e contribuições – que ajuda a pagar  as farras com o dinheiro público (dinheiro do mais pobre ao mais rico brasileiro).

 

É hora  de refletir. Quanto horas por dia trabalhamos para ganhar nosso dinheiro, nos sustentar e pagar  a enorme carga tributária?  A corda arrebenta sempre em nós, consumidores. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra que os rendimentos dos primeiros 100/120 dias de nosso trabalho, em cada ano, vão para os cofres públicos. E mesmo assim, a saúde pública é um caos – hospitais lotados com pessoas pelos corredores, ou nas enfermarias cheias de macas como se fossem leitos.

 

Com toda essa arrecadação, não temos a mínima segurança pública, porque falta efetivo humano.  Os prefeitos ano após ano, têm de ir à Brasília “passar o chapéu”.  Logo nos municípios, onde tudo é arrecado. Mais: Um CPI para a  Petrobrás que todos nós sabemos, vai dar em pizza. Chega, precisamos de mais ação para a população e menos propaganda. Precisamos saber onde o dinheiro público é aplicado. Basta, é o grito da ADCE/Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas de Santa Maria. Convocamos todas as ADCE´s do Estado “a gritarem”. Para nós   as manifestações devem ser feitas também, através de nossas associações de bairros,  sindicatos,  nossas entidades,nossos conselhos, federações e confederações. Vamos botar a cara e a coragem nas ruas, pois não podemos mais agüentar: a falta de ética, a falta de respeito, a falta de moralidade, a falta de brasilidade. É o grito da ADCE Santa Maria: Reage Brasil.

 

 

Luiz Fernandes da Rosa Pohlmann

pela Diretoria e Conselho Consultivo da ADCE Regional Santa Maria

Conselheiro do CRCRS/Conselho Regional de Contabilidade do RS

Contador, RGSSPRS 4024079222, rua Dr. Bozano,724/01 Santa Maria/RS

55.30272244 e 55.81113450

 

Artigo sugerido pelo presidente da Associação dos Contabilistas de Garibaldi, Roberto Luiz Lorenzi.

 

 
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